|
|


Pelo quarto ano consecutivo, o NEC realiza uma expedição
às Astúrias, no norte de Espanha, com o objectivo de conhecer,
explorar e trocar experiências com espeleólogos asturianos,
mais concretamente com a malta do Grupo Gorfoli, grupo com o qual o NEC
mantém uma estreita amizade. Este ano entre 30 de Abril e 4 de
Maio voltamos à zona de Llanes, junto à costa, onde tinhamos
ficado o ano anterior (ver Astúrias 98).
O objectivo era explorar e topografar a gruta do Pixuacu, que no ano anterior
tinha sido acidentalmente (re)encontrada (ver texto abaixo), bem como
ajudar nas explorações deste ano, nomeadamente no mergulho
dos sifões terminais na Cueva los Robles e na Cueva'l Pequeno,
na zona de Ribadesella, a oeste de Llanes.
Apesar desta actividade ter contado apenas com 6 elementos do NEC, esta
expedição revelou-se de extrema importância, devido
principalmente ao baptismo de espeleo-mergulho que 4 dos 6 elementos tiveram,
proporcionado pela equipa de mergulhadores do Gorfoli. Desta forma, o
NEC teve a sua primeira experiência de mergulho em caverna, num
dos sifões da Cueva los Robles. O entusiasmo foi de tal ordem,
que estamos a pensar em criar condições dentro do NEC para
que num futuro próximo, haja uma equipa de espeleo-mergulhadores
a trabalhar activamente.
A
Cueva Pixuacu foi acidentalmente encontrada no ano anterior pelo Teca
(Gorfoli), Nuno Gomes e Ana Teresa (NEC), após a visita à
Cueva Tinganon, durante o caminho de regresso. Apesar de conhecida pelos
locais, desconhecia-se a topografia da mesma, e se estaria completamente
explorada. Na altura combinou-se que caberia ao NEC topografá-la,
caso voltasse no ano seguinte a esta zona.
E assim foi. Viermos
acabar a exploração da gruta do Pixuacu e realizar a topografia
da mesma (ver Astúrias 2000). A gruta
é muito bonita, tendo bastantes formações e possuí
um curso de água activo em toda a sua extensão, havendo
mesmo zonas com uma altura de água de nos dava pelos ombros. As
suas águas são límpidas e cristalinas, sendo aproveitadas
para abastecer as explorações agrícolas vizinhas.
O acesso à gruta é feito seguindo um rio que desce das montanhas,
alimentado em parte pelas águas que saem da gruta. A entrada desta
situa-se no cimo de uma bonita cascata com perto de 8 metros de altura.
Esta topografia foi talvez a mais dura que alguma vez realizamos, tendo
demorado mais de 8 horas, para cobrir os cerca de 150 metros de desenvolvimento.
Apesar dos neoprenes que tinhamos vestidos, a água era um desconforto
constante.
|