divisoria Núcleo de Espeleologia de Condeixa

Astúrias '99


Mergulho na Cueva los Robles

Pelo quarto ano consecutivo, o NEC realiza uma expedição às Astúrias, no norte de Espanha, com o objectivo de conhecer, explorar e trocar experiências com espeleólogos asturianos, mais concretamente com a malta do Grupo Gorfoli, grupo com o qual o NEC mantém uma estreita amizade. Este ano entre 30 de Abril e 4 de Maio voltamos à zona de Llanes, junto à costa, onde tinhamos ficado o ano anterior (ver Astúrias 98). O objectivo era explorar e topografar a gruta do Pixuacu, que no ano anterior tinha sido acidentalmente (re)encontrada (ver texto abaixo), bem como ajudar nas explorações deste ano, nomeadamente no mergulho dos sifões terminais na Cueva los Robles e na Cueva'l Pequeno, na zona de Ribadesella, a oeste de Llanes.
Apesar desta actividade ter contado apenas com 6 elementos do NEC, esta expedição revelou-se de extrema importância, devido principalmente ao baptismo de espeleo-mergulho que 4 dos 6 elementos tiveram, proporcionado pela equipa de mergulhadores do Gorfoli. Desta forma, o NEC teve a sua primeira experiência de mergulho em caverna, num dos sifões da Cueva los Robles. O entusiasmo foi de tal ordem, que estamos a pensar em criar condições dentro do NEC para que num futuro próximo, haja uma equipa de espeleo-mergulhadores a trabalhar activamente.

Entrada da gruta do PixuacuA Cueva Pixuacu foi acidentalmente encontrada no ano anterior pelo Teca (Gorfoli), Nuno Gomes e Ana Teresa (NEC), após a visita à Cueva Tinganon, durante o caminho de regresso. Apesar de conhecida pelos locais, desconhecia-se a topografia da mesma, e se estaria completamente explorada. Na altura combinou-se que caberia ao NEC topografá-la, caso voltasse no ano seguinte a esta zona.
E assim foi. Viermos acabar a exploração da gruta do Pixuacu e realizar a topografia da mesma (ver Astúrias 2000). A gruta é muito bonita, tendo bastantes formações e possuí um curso de água activo em toda a sua extensão, havendo mesmo zonas com uma altura de água de nos dava pelos ombros. As suas águas são límpidas e cristalinas, sendo aproveitadas para abastecer as explorações agrícolas vizinhas. O acesso à gruta é feito seguindo um rio que desce das montanhas, alimentado em parte pelas águas que saem da gruta. A entrada desta situa-se no cimo de uma bonita cascata com perto de 8 metros de altura.
Esta topografia foi talvez a mais dura que alguma vez realizamos, tendo demorado mais de 8 horas, para cobrir os cerca de 150 metros de desenvolvimento. Apesar dos neoprenes que tinhamos vestidos, a água era um desconforto constante.